Golpes e fraudes

Caiu no leilão falso?

Orientação jurídica para vítimas de sites falsos de leilão, editais fraudulentos e pagamentos indevidos para arrematação de veículos ou imóveis.

Entenda a fraude

Como funciona o leilão falso?

O criminoso cria um site que imita leiloeiras conhecidas, anuncia bens por valores atraentes e exige pagamento rápido para confirmar uma falsa arrematação.

O anúncio parece verdadeiro

Fotos, descrições, editais e dados de bens reais podem ser copiados de leiloeiras e tribunais. O fraudador cria uma aparência profissional e conduz a negociação por telefone ou aplicativo de mensagens.

Depois do pagamento do lance, comissão, taxa ou frete, o contato é interrompido, o site desaparece ou a vítima descobre que o leilão nunca existiu.

Providências imediatas

O que fazer depois de perceber o golpe?

As primeiras horas são importantes. Organize as provas e comunique rapidamente as instituições envolvidas, sem apagar conversas ou bloquear o contato antes de registrar o conteúdo.

01

Avise o banco

Comunique a fraude, conteste a operação e peça o protocolo. Se foi Pix, solicite a análise pelo Mecanismo Especial de Devolução.

02

Preserve as provas

Salve anúncio, URL, perfil, conversas, áudios, telefones, e-mails, contrato e comprovantes de pagamento.

03

Registre ocorrência

Relate os fatos com datas, valores, contas de destino e dados usados pelo fraudador.

04

Denuncie o anúncio

Informe a fraude ao buscador, à rede social, à leiloeira verdadeira e ao órgão responsável pelo edital copiado.

05

Evite novos pagamentos

Não transfira taxas adicionais sob promessa de liberar o bem, a carta de arrematação, o frete, o estorno ou a devolução.

06

Busque orientação

A análise jurídica identifica possíveis responsáveis e as medidas compatíveis com as provas disponíveis.

Análise do caso

É possível tentar recuperar o dinheiro?

A possibilidade depende da forma de pagamento, da rapidez da comunicação, do rastreamento dos valores, da identificação dos envolvidos e da eventual falha de segurança de algum prestador.

Não existe resposta automática

O golpista é o responsável direto, mas a análise pode alcançar contas recebedoras, intermediários, instituições financeiras ou plataformas quando houver elementos concretos de participação, benefício ou falha relevante.

A simples ocorrência do golpe não torna automaticamente todos os envolvidos responsáveis. Cada pedido precisa ser sustentado por documentos e pelas circunstâncias específicas da fraude.

Provas importantes

O que separar para a análise inicial

Quanto mais completo for o registro da negociação, maiores são as condições de reconstruir o caminho da fraude e avaliar as providências possíveis.

01
Anúncio completoCapturas de tela, link, fotos, descrição, preço e identificação do perfil.
02
Conversas e áudiosMensagens, ligações, e-mails e qualquer promessa feita durante a negociação.
03
ComprovantesPix, transferência, boleto, cartão e dados da conta ou chave recebedora.
04
Edital e documentosEdital, proposta, termo de arrematação e documentos enviados pelo suposto leiloeiro.
05
Protocolos bancáriosContestação, pedido de MED, respostas e números de atendimento.
06
Boletim de ocorrênciaRegistro detalhado dos fatos, envolvidos, datas e valores.
Como funciona

Atendimento jurídico on-line

O escritório analisa a negociação, os pagamentos, as provas preservadas e as respostas das instituições para indicar as medidas juridicamente viáveis.

01

Relato inicial

Você informa como encontrou o site, qual bem tentou arrematar, quem fez contato e quanto foi pago.

02

Organização das provas

Anúncios, conversas, documentos, comprovantes e protocolos são reunidos.

03

Análise jurídica

São avaliados o caminho do dinheiro, os possíveis responsáveis e a urgência.

04

Orientação

Você recebe explicações sobre providências extrajudiciais ou judiciais possíveis.

Golpes digitais

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Fraudes digitais podem usar diferentes histórias, mas exigem resposta rápida, preservação das provas e análise individual das transações.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o leilão falso

O que é o leilão falso?

É a fraude em que criminosos simulam um leilão, copiam dados de bens ou leiloeiras e recebem pagamentos por uma arrematação inexistente.

Fiz um Pix para o golpista. O que devo fazer?

Comunique imediatamente o banco, conteste a transação e solicite a análise pelo Mecanismo Especial de Devolução. Guarde o protocolo e registre a ocorrência.

O banco é sempre responsável pelo prejuízo?

Não. A responsabilidade depende das circunstâncias, das medidas de segurança adotadas, da movimentação das contas e das provas de eventual falha na prestação do serviço.

A plataforma ou leiloeira pode ser responsabilizada?

Depende da atuação da plataforma, da ciência sobre a fraude, das providências adotadas e de outros elementos do caso. Não há responsabilidade automática.

É possível descobrir quem recebeu o dinheiro?

Os comprovantes podem indicar a conta recebedora. Outros dados podem depender de requisição às instituições ou de medida judicial, conforme o caso.

O atendimento pode ser feito de outra cidade ou estado?

Sim. O primeiro atendimento e a análise documental podem ser realizados on-line. A atuação depende do caso e da contratação formal.

Fale com o escritório

Foi vítima de um leilão falso?

Informe como ocorreu a falsa arrematação, quanto foi pago e quais providências já foram tomadas. Se possível, envie o anúncio, as conversas e os comprovantes.

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